6 nutrientes amigos da saúde dos seus olhos

Incluir uma rotina de exercícios e alimentação saudável, ao contrário do que muitos pensam, não ajuda só na parte estética do corpo, mas em todo o seu funcionamento. Uma boa alimentação pode ajudar a ter o sono mais regulado, na disposição, concentração em atividades… E até na saúde dos olhos. Confira abaixo 6 nutrientes que são amigos da sua saúde ocular, e que podem ser encontrados em diversos alimentos.

 

Vitamina A

 

Ao pensarmos em alimentos que fazem bem aos olhos, o que vem a nossa mente em primeiro lugar é: cenoura!

Ocorre que o vegetal é fonte de carotenoides – que são constituintes do pigmento macular. Esses componentes têm um papel como antioxidantes – protegem o organismo contra a ação dos radicais livres – e uma dieta pobre desse nutriente propicia o envelhecimento do corpo e cristalino.

A deficiência de vitamina A no organismo pode causar a cegueira noturna, que é a dificuldade de enxergar em lugares mais escuros.

Além da cenoura, outros alimentos ricos em vitamina A são o mamão papayabrócolisabóboramangaespinafrelaranjabatata-doceovoqueijo, entre outros.

Anote mais essa dica: para que seu organismo absorva os nutrientes mais fácil, é recomendado comer a cenoura cozida.

Vitamina C

 

A nossa tão querida vitamina C tem entre suas vantagens ser um poderoso antioxidante. Ou seja, o papel dessa substância é de proteger as células sadias do organismo contra a ação dos radicais livres.

Uma alimentação pobre em antioxidantes propicia o envelhecimento geral do corpo e também do cristalino”, afirma a doutora Keila Monteiro, professora titular da UNICAMP.

A vitamina C pode ser também uma grande aliada contra o desenvolvimento da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), além de ajudar a postergar a catarata. Outros estudos apontam que também pode reduzir a pressão intraocular em doentes com glaucoma.

Coma à vontade: acerola, goiaba, mamão, pimentão, brocólis, couve de Bruxelas, morango, abacaxi, laranja, kixi, melão centaloupe, couve-flor, couve, framboesa, acelga, tomate, limão

Mas fique atento: a vitamina em excesso pode ter efeito contrário, então mantenha sua dieta balanceada.

 

Vitamina E


A vitamina E tem poderosa ação antioxidante, ou seja, combate radicais livres que prejudicam a saúde das nossas células. É capaz de diminuir os riscos de desenvolvimento de doenças cardíacas, contribui para a prevenção do câncer de próstata e doença de Alzheimer.

Estudos mostram que combinada a outras vitaminas, pode reduzir o risco de progressão da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), doença que representa a causa mais frequente de cegueira em pessoas acima de 65 anos.

Amêndoasbrócolisamendoimespinafresemente de girassolazeitemamãokiwicenourapepinoabacatecouvecastanha-do-Pará… A lista de alimentos ricos em vitamina E é grande.

 

Zinco


Você pode encontrá-lo em grão-de-bicoervilhafeijãocarne vermelhafígadocereais integraiscastanha de cajuamêndoasabacateabacaxiameixabananamangamelãomorangoalfaceagriãobatata-docebeterrababrócoliscogumelocouve e couve-flor. UFA!O zinco é um mineral importante para a cicatrização, manutenção do paladar e olfato, além de ser fundamental para a função imunológica. O olho é um dos órgãos com maior concentração do mineral.

 

Ácidos Graxos e Ômega-3


Nem todo tipo de gordura faz mal. Os ácidos graxos Ômega-3, por exemplo, não são produzidos pelo nosso corpo e são essenciais. Eles desempenham importantes funções no desenvolvimento e funcionamento do cérebro e da retina.

Você pode encontrá-los na linhaçaóleo de sojaóleo de linhaçachianozessardinhaatumarenqueanchovapeixes que vivem em águas profundas e frias, e também em algas marinhas.

 

Luteína e Zeaxantina


São encontradas na laranjanectarinamamãopêssegobrócoliscouve de bruxelasrepolhocouve-florervilhamilhorúculaespinafreabóboragema de ovo, entre outros.Essas são duas palavrinhas estranhas que você deve conhecer para manter a dieta completa. Afinal, não adianta querer ter uma boa saúde sem cuidar da alimentação. São substâncias presentes em milhares de alimentos e têm função antioxidante, que protege as células sadias do organismo contra a ação dos radicais livres. A zeaxantina é um fotoprotetor superior durante a exposição à luz prolongada e a luteína pode prevenir doenças oculares.

E tem mais uma dica: a luteína é solúvel em gordura, por isso o ideal é comer o vegetal com um pouquinho de óleo de oliva, para ajudar na absorção.

 

Fonte: http://www.jotazerodigital.com.br/

Proteja seus olhos durante o Carnaval

Com a chegada do carnaval e inicio dos blocos de rua na região é importante ficar atento!

Quando a maquiagem e o glitter não são bem aplicados, os olhos correm perigo. E até o álcool em excesso prejudica a visão. Aprenda a se proteger.

O primeiro passo é não compartilhar os produtos. Apesar de ser comum entre as mulheres, esse hábito facilita o contágio de doenças.

Outro ponto para ficar alerta é quanto aos itens vencidos. Sempre prestamos atenção na data de validade dos alimentos, mas esquecemos de verificar na maquiagem, ou seja: nada de aplicar os cosméticos do Carnaval passado!

E muita cautela com o glitter. Em contato com o olho, ele pode lesionar a córnea e formar pequenas feridas e até úlcera
Atenção: passe longe da purpurina vendida nas papelarias. Ela não foi feita para entrar em contato com a pele.

Quanto ao lápis, lembre-se de aplicar na parte externa dos cílios, nunca na linha d’água. Se você passa o lápis nessa camada, bloqueia o terminal da glândula lacrimal, aí o olho resseca.

Para quem vai usar lente de contato, a dica é não comprar em qualquer lugar. Cada pessoa tem um formato diferente de córnea. É preciso procurar um oftalmologista para fazer a adaptação.

Além de ajustar a lente, o especialista é quem vai orientar sobre o uso e a higienização. Se mal utilizada, causa infecções e microlesões.

Há também quem busque cílios postiços ou mesmo fitinhas de LED para as pálpebras, que criam um visual mais diferentão. Eles até estão liberados, desde que os itens sejam de marcas reconhecidas.

E um recado importantíssimo: depois da diversão, lembre-se de remover toda a maquiagem.

 

Álcool em excesso também prejudica a visão

 

Não são só as maquiagens de procedência duvidosa que fazem mal para os olhos, a alta concentração de metanol nas bebidas alcoólicas falsificadas pode lesionar o nervo óptico e levar à perda definitiva da visão. Trata-se da neurite óptica.

Para evitar a enfermidade, evite exageros e cheque o lacre da garrafa e verifique o registro do Ministério da Agricultura no rótulo. Muito mais fácil do que passar por todo esse perrengue em pleno Carnaval, não é mesmo?

Fonte: https://saude.abril.com.br/

 

Coronavírus pode ser transmitido também pelos olhos, dizem especialistas

O contágio ocorreria quando o paciente encosta as mãos infectadas junto ao globo ocular

Especialistas acreditam que é “absolutamente possível” que o coronavírus seja transmitido pelos olhos. O contágio ocorreria quando o paciente encosta as mãos infectadas junto ao globo ocular.

O médico chinês Wang Guangfa, inclusive teme ter contraído a enfermidade por não estar utilizando óculos protetores durante o trabalho. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

Especialistas em contágio da infecção ouvidos pelo tabloide ainda ressaltam que o vírus pode se propagar por meio de tosses e espirros. Desse modo, o vírus percorreria o corpo até chegar aos olhos.

“Não é incomum que gripes e outras viroses sejam transmitidas assim. É possível, inclusive, contrair infecções respiratórias pelos olhos”, diz Paul Kellam, professor de genômica dos vírus no Imperial College London.

Kellam ainda ressalta que as máscaras que protegem a boca e o nariz não seriam suficientes, por deixarem os olhos descobertos.

Michael Head, pesquisador em saúde global na universidade britânica de Southampton, concorda com a análise de Kellam . “A transmissão pode potencialmente ocorrer pelo contato da mão com os olhos, o que facilita a transmissão de uma pessoa para a outra”, afirmou. “Pense como se fosse uma gripe ou resfriado comum, tocar o nariz, a boca, ou os olhos é uma forma simples de contágio.

Em toda a China já foram confirmados pelo menos 2 744 casos de infeção pelo coronavírus. Metade dos registros ocorreu na província de Hubei, cuja a capital é Wuhan — onde a enfermidade teria começado a se propagar. Na China, 81 pessoas já morreram em decorrência da infecção. Nas Filipinas, há uma família brasileira internada com suspeita de ter contraído o vírus.

Fonte: https://veja.abril.com.br/saude/coronavirus-contagio-olhos/

Fonte: Important Coronavirus Context for Ophthalmologists AAO Alert

Como o calor pode afetar a visão. Os conselhos de um oftalmologista

O principal efeito do calor nos olhos é o olho seco devido à evaporação das lágrimas. Afeta o bom funcionamento do olho e, em casos extremos, pode causar dificuldade de concentração, fotofobia, irritação e visão embaciada.

A falta de lágrima também pode causar queratites, alergia ocular e conjuntivites, isto porque a lágrima tem a função de proteger as zonas mais externas do olho, córnea e conjuntiva.

Mas não só o calor produz secura ocular. Como resultado das altas temperaturas, usamos em demasia o ar condicionado e os ventiladores, o que acelera a evaporação das lágrimas. Esta situação ainda mais se agrava se trabalha olhando para o computador por longo tempo.

Como podemos evitar a secura ocular?

 

As recomendações são aquelas que todos nós já sabemos, mas é sempre bom nos lembrarmos delas. É importante usar óculos de sol contra radiação UVA e UVB quando estiver ao ar livre, pois ajudam a reduzir a evaporação da lágrima e evitam o contacto dos olhos com alérgenos potenciais.

No seu local de trabalho, se passa muitas horas em frente ao computador e com o ar condicionado ligado, deve tentar aumentar a frequência do pestanejar. Também é aconselhável usar lágrimas artificiais sem conservantes e em mono doses, que ajudam a hidratar o olho.

Siga algumas recomendações perante uma situação de calor

– Beba água ou líquidos sem esperar em ter sede (exceto contraindicação médica).

– Evite beber bebidas alcoólicas ou muito açucaradas, café ou chá.

– Procure lugares frescos em dias de calor intenso.

– Refresque-se com um chuveiro.

– Baixe as persianas para evitar que o sol entre diretamente. Se a temperatura exterior for alta, deixa as janelas semifechadas.

– Evite usar máquinas e aparelhos que possam produzir calor no meio do dia.

– Faça refeições leves à base de frutas, legumes e saladas, para repor os sais perdidos pelo suor.

– Evite atividades ao ar livre (especialmente as mais intensas), nas horas de maior calor.

– Procure andar em zonas de sombra, usando roupas leves e de cores claras, sapatos confortáveis, respiráveis ​​e arejados.

– Proteja-se do sol, usando creme protetor.

– Não se esqueça das crianças, elas são muito sensíveis ao calor.

Fonte: https://lifestyle.sapo.pt/  (Tome nota das recomendações do médico Rui Avelino Resende, especialista em Oftalmologia no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos.)

Divulgação do número de candidatos inscritos em ordem alfabética para a realização do Processo Seletivo

O MEMORIAL SANTA LUZIA HOSPITAL DE OLHOS, no uso de suas atribuições legais, torna público a divulgação do número de candidatos inscritos em ordem alfabética para a realização do Processo Seletivo para o preenchimento de vaga no Curso de Especialização do Memorial Santa Luzia credenciado pelo CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia).

 

  1. Claudemiro Dias Lima Correia
  2. Euclides Fernandes Fabrício
  3. Fernanda de Oliveira Carvalho Dias
  4. Gabriela Palitot Bandeira
  5. Victor Hugo Rabello Emery

Boa sorte a todos.

PROCESSO SELETIVO PARA O CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO MÉDICA EM OFTALMOLOGIA 2020

O MEMORIAL SANTA LUZIA HOSPITAL DE OLHOS, no uso de suas atribuições legais, torna público que estarão abertas as inscrições para a realização do Processo Seletivo para o preenchimento de vaga no Curso de Especialização do Memorial Santa Luzia credenciado pelo CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia).

Estabelece as Normas do Processo Seletivo para o Ingresso no Curso de Especialização do Memorial Santa Luzia credenciado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, para o ano de 2020.

EDITAL Nº 01, DE 07 DE JANEIRO DE 2020.

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EDITAL DE RETIFICAÇÃO Nº 02/2020, DE 07DE JANEIRO DE 2020.

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A ficha deve ser preenchida e entregue na sede do Memorial que fica na:
AV. RUI CARNEIRO, 860 – JOÃO PESSOA, PB
Para duvidas e informações Tel. (83) 3226 7000 / Whatsapp (83) 99617-7474
Boa sorte a todos!

FICHA DE INSCRIÇÃO:

Baixe Aqui

VALOR DA INSCRIÇÃO: R$ 500,00 Reais

Unicamp cria colírio que evita perda de visão por diabéticos

Um grupo de pesquisadores das faculdades de Ciências Médicas (FCM) e de Engenharia Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveu um colírio para a prevenção e combate da degeneração gradativa que ocorre com frequência nos olhos das pessoas com diabetes, a chamada retinopatia diabética.

“A grande vantagem desse achado é o fato de não ser invasivo. Por ser tópico não implica em riscos e cria uma barreira contra as alterações neurodegenerativas que afeta os diabéticos”, explicou a pesquisadora da FCM Jacqueline Mendonça Lopes de Faria.

A cientista disse que a descoberta foi feita a partir de uma pesquisa que já dura cerca de duas décadas. “É consequência de um estudo de 20 anos para entender o mecanismo de ataque das células nervosas e de irrigação sanguínea no tecido ocular.”

De acordo com a pesquisadora, por causa da hiperglicemia – excesso de açúcar no sangue no organismo dos diabéticos – vários órgãos podem ser comprometidos. Em cerca de 40% dos casos, a doença leva a complicações na retina provocadas pelo efeito tóxico da glicose. O sistema nervoso e vascular da retina passam a ter alterações progressivas que podem levar a cegueira. “Isso ocorre, muitas vezes, justamente no momento em que a pessoa está em idade ativa.”

Atualmente, o tratamento da retinopatia diabética é feito com opções invasivas, como a fotocoagulação com laser, injeções intravítrea ou mesmo cirurgia. A expectativa dos pesquisadores da Unicamp é que, além de servir para a cura da retinopatia diabética, a descoberta dessa tecnologia possa ser benéfica também no tratamento de outras anomalias da visão, como o glaucoma.

Eficácia

Testes em laboratórios da Unicamp comprovaram a eficácia da fórmula. No entanto, antes de ser transformado em medicamento para a distribuição e comercialização, o colírio tem de ser submetido à fase clínica de tetes, com os ensaios em seres humanos. Ainda não há previsão de quando isso vai ocorrer porque os testes dependem do interesse de empresas em fazer o licenciamento da tecnologia junto com a agência de inovação da universidade, a Inova Unicamp.

No teste com os roedores, não foram observados efeitos adversos e o colírio mostrou-se eficaz na proteção do sistema nervoso da retina.

Também participam da pesquisa a professora Maria Helena Andrade Santana; a pesquisadora Mariana Aparecida Brunini Rosales e a aluna de mestrado Aline Borelli Alonso. Os estudos receberam financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério de Educação.

Fonte: https://www.terra.com.br/

Iridotomia a laser para prevenção do glaucoma

A iridotomia a laser, também conhecida como iridotomia periférica, é um procedimento cirúrgico que consiste em fazer um pequeno furo na periferia da íris, com o objetivo de regular a pressão intra ocular como prevenção ao glaucoma de ângulo fechado ou estreito.

Glaucoma de ângulo estreito

A anatomia do ângulo irido corneano é complexa e abriga uma estrutura chamada malha trabecular, por onde é drenado o líquido do olho. Algumas pessoas têm este ângulo estreito, o que pode ocasionar um fechamento do local responsável da drenagem, levando ao aumento da pressão intraocular, causando o glaucoma de ângulo fechado ou estreito.

A função de uma iridotomia é abrir uma passagem para o humor aquoso, entre a câmara anterior (espaço entre a córnea e a íris) e a câmara posterior (local atrás da íris onde ficam os processos ciliares, responsáveis pela produção do líquido do olho). A liberação para a passagem do líquido leva a um equalização da pressão entre essas câmaras.
Quando deve ser realizada uma iridotomia?

O ideal é que no exame oftalmológico de rotina seja avaliada a profundidade da câmara anterior. Algumas pessoas têm predisposição anatômica para o fechamento angular, apresentando a câmara anterior muito rasa. Causas como hipermetropia, nanoftalmo, catarata e uveíte podem levar a esse fechamento.

O fechamento angular pode ocorrer de forma crônica ou aguda, levando ao aumento da pressão intraocular. Esta última situação caracteriza o glaucoma agudo.

O glaucoma agudo é uma urgência oftalmológica, pois se não tratado pode levar à cegueira em poucos dias. Ele decorre do fechamento agudo do ângulo, causado por um bloqueio pupilar. Os sintomas são dor ocular muito forte e visão embaçada.

Se durante o exame oftalmológico notar tendências de fechamento angular, ele deve realizar como exame de escolha a gonioscopia, que é a visualização das estruturas do ângulo através de uma lente.

Se o ângulo for estreito ou fechado, deve ser indicada uma iridotomia profilática, a fim de evitar o glaucoma agudo.
Recuperação da Iridotomia

O procedimento é realizado em ambulatório, com auxílio do YAG laser, e o paciente é liberado imediatamente. Pode haver um desconforto no procedimento e embaçamento visual nas horas subsequentes.

Colírios serão indicados para controle da dor e inflamação no pós operatório. O retorno às atividades se dá no dia seguinte.

#Iridotomiaalaser #memorialsantaluzia

Fonte: http://www.schaefer.com.br

O que é Tomografia de Coerência Óptica- OCT? Para que serve?

OCT é um exame capaz de ver detalhadamente (em três dimensões) a retina e o nervo óptico. Também possibilita a obtenção de cortes ópticos seccionais da estrutura da retina.

A resolução é superior ao ultrassom convencional e não exige contato ocular direto.

Como é feito o exame?
O paciente deverá dilatar as pupilas para fazer esse exame, que é indolor e confortável, A permanência do paciente durante a realização do exame é breve totalizando geralmente não mais que 15-20 minutos para um exame bilateral.

O aparelho não encosta no olho, apesar de chegar a apenas alguns centímetros.

O paciente deve ficar com o olho imóvel, pois pequenos movimentos oculares ou lacrimejamento podem levar a repetição do exame inúmeras vezes e até mesmo, tornar-se inconclusivo.

De acordo com a visão do paciente, o método de fixação é selecionado: interno (fixação na lente ocular do aparelho pelo olho a ser rastreado) ou externo (fixação do olho contralateral), visando minimizar a movimentação durante o exame.

Para que serve esse exame?
Os aparelhos atuais fazem vários tipos de varreduras, que permitem a avaliação do disco óptico, da camada de fibras nervosas da retina, da estrutura tecidual da retina neurossensorial e do complexo epitélio pigmentário da retina/coriocapilar.

É indicado no diagnóstico de alterações retinianas, como na retinopatia diabética, degeneração macular relacionada à idade e buraco macular. Este aparelho oferece um grande benefício aos pacientes com Glaucoma, sendo o mais avançado em diagnóstico e controle da progressão. Também, no Glaucoma, ajuda no detalhamento do estudo da papila óptica e da camada de fibras nervosas.

A análise das imagens obtidas pelo exame de OCT tem sido de grande relevância, tornando esse método um exame subsidiário essencial não somente para diagnóstico, mas mandatório no segmento de determinadas alterações, principalmente do pólo posterior e da região do disco óptico.

Observação:- O exame não pode ser feito em caso de opacidade de meios significativa, como por exemplo, catarata, que impede o exame de fundo de olho.

Autoria:
Dr. Newton Kara-José

 

Fonte: http://soblec.com.br/

Tenista revela doença ocular e que joga quase sem enxergar com olho esquerdo

Apesar de alguns bons resultados, tenista brasileiro tem sofrido desde que descobriu ser portador de “ceratocone” e ainda busca solução para o problema

Em junho de 2017, Orlando Luz anunciou que daria um tempo nas competições para fazer uma cirurgia nos olhos. Sem muito alarde, a decisão que o tiraria das quadras por apenas três meses parecia simples e sem grandes consequências. Os resultados demoraram a reaparecer, mas o jovem tenista ganhou um novo rumo ao se mudar e passar a treinar em Barcelona em 2018 e voltou a ter boas vitórias, conquistar títulos e subir no ranking. Seu melhor momento ainda assim escondia que o grave problema na vista seguia incomodando após dois anos.

– Atualmente, só jogo com a lente (de contato) do olho direito. Eu ainda tenho a do olho esquerdo, mas ela mexe muito, eu fico muitas vezes cego durante um ponto. Eu bato uma bola bem, duas, de repente a bola some. Eu não sei bem o que fazer – explicou o tenista.

Orlandinho é portador de ceratocone, uma doença degenerativa da córnea do olho humano. Nesses casos, a córnea perde seu formato arredondado, esférico, e passa a assumir um padrão de cone. Como resultado, pessoas que tem a doença passam a ter uma visão de baixa qualidade, com perda de foco e distorção das imagens. A cirurgia feita por ele há dois anos, chamada de “cross linking”, apenas impede que a doença siga progredindo e não cura ou recupera o que já foi perdido até então.

 

A descoberta da doença aconteceu em fevereiro de 2017, quando Orlandinho tinha completado 18 anos. Ao iniciar o processo para tirar carteira de motorista, descobriu que não tinha uma visão comum ao falhar nos testes de vista. Antes disso, jamais tinha ido a um oftalmologista. Quando fez sua primeira consulta, logo veio o diagnóstico: ceratocone, já em estágio avançado e com possibilidade de transplante de córnea caso não fosse submetido à cirurgia o mais rápido possível. Era preciso correr.

– Meu médico explicou que a gente precisava operar logo, senão, a gente ia recorrer a um transplante de córnea ou tinha chance até de ficar cego mais tarde. Foi quando eu caí na cadeira. Eu não entendia como era um problema tão sério e eu não tinha descoberto antes, como ninguém percebeu. Eu sempre reclamei do meu olho. Mas, ninguém entendia, não achavam que era tanto (…) Para mim, era uma coisa normal, era como eu enxergava – afirmou Orlandinho.

Cirurgia feita e oportunidade na Europa

Em junho, enfim, fez a cirurgia. Foram dois dias sem sequer enxergar, dentro do quarto, recluso, com portas e janelas vedadas, à base de remédios para conter as dores do pós-operatório. Aos poucos, iniciou a recuperação, mas a visão que tinha só iria se recuperar cerca de seis meses depois. Até lá, seus olhos enxergavam ainda pior e, durante esse período, não poderia usar lentes de contatos. Ainda assim, retornou às competições três meses depois em uma gira sul-americana (série de torneios na América do Sul).

 

Com pontos a defender no ranking, Orlandinho precisava jogar. Liberado pelos médicos, voltou às quadras, mas teve um rendimento muito abaixo do esperado. Enxergava menos que antes e demorou a se adaptar. Ganhou pouco nas chaves de simples e, nas duplas, ainda conseguiu um título no Future de Santos ao lado de seu amigo Marcelo Zormann, com quem tinha sido campeão juvenil em Wimbledon e nos Jogos da Juventude.

Apesar do mau momento, Orlando Luz ganhou uma nova oportunidade. Baseado em seus resultados no juvenil, quando chegou a ser número 1 do mundo, foi pinçado em janeiro de 2018 pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT) junto com outro jovem tenista, Felipe Meligeni, para viverem em Barcelona, na Espanha, e passarem a treinar na BTT Tennis Academy, um dos maiores centros de treinamento do mundo.

Quando chegou, em janeiro de 2018, ainda estava na fase final de recuperação. Mas, seu técnico na ocasião, Léo Azevedo, um dos instrutores da BTT e ex-treinador de Thomaz Bellucci, percebeu que tinha algo de errado com o pupilo. Seu jogo não era mais no mesmo estilo que o alçou ao status que teve como juvenil. Era preciso mudar. Tudo. Um novo país, nova casa, lugar de treinos e estilo de jogo.

– O Léo Azevedo estava me treinando e descobriu que meu jogo tinha mudado pela minha visão. Ele falou que com 17 anos eu jogava um passo atrás da linha e quando podia entrava na quadra, e agora, com 19, estava jogando dois, três passos atrás. Eu precisava ir para trás para dar tempo de enxergar a bola. Quando eu botei a lente, comecei a ir um pouco mais para frente, retomar meu tênis. Isso já ano passado (2018). Todo mundo achou estranho a gente ir para Europa e estar trabalhando lá e nos primeiros quatro meses não tinha resultado. Nos primeiros quatro meses eu nem enxergava a bola. Ninguém sabe, ninguém entende. Foi quando comecei a usar lente (de contato) – explicou.

Bons resultados e novos problemas

 

Adaptado à nova realidade, Orlandinho passou a colher frutos de seu trabalho. Estava visivelmente mais magro, enxergava melhor que antes e teve seu jogo melhorado no trabalho com Léo Azevedo. Ao todo, conquistou sete títulos em 2018 em torneios de nível Future: dois de simples e cinco nas duplas. Saiu de 725º do ranking da ATP para o número 384, a melhor posição de sua carreira profissional. Parecia que tudo ia bem.


Orlando Luz passou a conquistar títulos em torneios de nível Future — Foto: Divulgação

Em outubro, porém, novos problemas começaram a surgir. A lente de contato no olho esquerdo incomodava e não era raro ver Orlandinho esfregando o rosto durante os jogos. Por causa da sua movimentação em quadra, o objeto sai do lugar e provoca coceira, além de arranhar a córnea, provocando novos danos.

– Com certeza, atletas sentem grande dificuldade para manter seu rendimento com a acuidade visual ruim. O movimento do atleta dificulta a adaptação de lente de contato corneana, pois com o impacto e a velocidade dos exercícios, as lentes facilmente se deslocam e o atleta perde a nitidez. Imagine enxergar uma bola de tênis em alta velocidade – explicou a oftalmologista Leila Morais.

 

Naquele momento, Orlandinho passou a buscar novas possibilidades para seu problema. Testou lentes mais rígidas e até mesmo usar óculos. Nada disso funcionou. As lentes de contato no olho esquerdo seguiram saindo do lugar e arranhando ainda mais sua córnea. A possibilidade de usar óculos foi descartada, uma vez que ele não consegue fazer as lentes específicas para ceratocone no seu grau, muito alto, sem que elas quebrem. Assim, a alternativa foi usar a lente de contato apenas no olho direito (com menor grau e que se adaptou melhor) e nada no esquerdo, ficando praticamente no escuro.

 

Hoje em dia eu jogo com a lente só no olho direito, sem olho esquerdo basicamente. Desde o Challenger de Buenos Aires, em outubro do ano passado, eu estou jogando assim. Então, todos os resultados que eu tive nesse tempo foi jogando assim. Uns três jogos que eu perdi, eu não tinha nem condições de competir – disse Orlandinho.

Como o problema reflete no tênis?

Para quem não sofre com ceratocone, é difícil explicar o real problema para jogar tênis com a condição como a de Orlandinho. O gaúcho tem apenas 20% de uma visão comum no olho esquerdo sem as lentes corretivas. No direito, o grau é bem menor, mas ainda assim precisa das lentes para que ele enxergue melhor.

Há três sintomas claros: distorção das imagens, falta de foco e incômodo com luminosidade artificial. À noite, os problemas se intensificam, com percepção dos pontos de luz estourados. Nessas condições, jogar tênis se torna um duro desafio. A bolinha anda em altíssima velocidade e o tempo de reação do jogador é primordial para conseguir vencer o ponto. Imagine, no entanto, que você só veja a bolinha com clareza a poucos metros de você. O tempo de reação é muito curto.

Sem as lentes corretivas, Orlandinho praticamente não enxerga o outro lado da quadra. Há uma dificuldade grande para saber se o adversário está mais à frente ou mais atrás e até mesmo ver o limite das linhas na quadra. Com o uso parcial de lentes, como ele tem feito atualmente, além de ter uma certa perda de foco – uma vez que só corrige o olho direito – ele ainda perde a noção de profundidade. Experimente tapar o olho esquerdo por algum tempo e perceba que a noção espacial muda, além de precisar virar a cabeça para enxergar objetos que você enxergaria normalmente com os dois olhos.

Ceratocone — Foto: Reprodução / Hospital dos olhos de Blumenau

Esperança em nova lente de contato

Na última semana, Orlandinho garantiu o título no Future de Troyes, na França ainda jogando sob as mesmas condições, sem o uso de lente de contato no olho esquerdo. Segundo ele mesmo explica, seus melhores resultados são em jogos durante o dia, com luz natural. À noite, a visão fica ainda mais prejudicada. Mas, as coisas podem mudar para melhor nas próximas semanas.

Por recomendação médica, o tenista vai testar uma nova lente de contato chamada “lente escleral”, de tamanho maior e mais rígidas, específicas para quem sofre de ceratocone. Essa novidade pode mudar totalmente o modo como Orlandinho tem enxergado durante as partidas.

Enquanto isso, ele segue priorizando a Europa para jogar os torneios. Como os jogos são disputados mais cedo e o sol se põe mais tarde durante o verão europeu, Orlandinho tem menor dificuldade para enxergar. Para ele, atuar à noite é o principal problema, uma vez que a falta de foco e a visão turva atrapalham ainda mais sem luz natural.

– A ciência está se desenvolvendo com várias doenças e tenho certeza que vão dar um jeito, achar alguma coisa. Por enquanto eu tenho que procurar algo, tentar jogar cedo, por exemplo. Mas, não posso depender de o torneio me botar cedo para jogar (…) Não é algo impossível, claro, senão eu não teria ganho alguns torneios. Não é algo que vai me impedir, vou achar um jeito de remediar e ter a melhor visão possível – afirmou o jogador.

Apesar do incômodo, Orlandinho se mantém otimista. Nas próximas semanas, vai somar pontos no ranking com a mudança de regras da ITF, que voltará a contar resultados conquistados em torneios de nível Future no ranking da ATP. Assim, ele pode ser alcançado à melhor posição de sua carreira justamente no momento em que vai estar com uma nova lente de contato.

E a vontade de melhorar só aumenta quando ele pensa em seu retorno ao Brasil. A última experiência, em Curitiba, não foi das melhores, em junho. Precisou jogar à noite nas duplas e, na chave principal, atuou numa quadra indoor, com iluminação mais fraca, em que teve muita dificuldade de enxergar.

– Eu vou achar uma solução, com meu pessoal, meus pais… Eles não tinham visto de perto do quanto é difícil. Meu pai ficou impressionado como é difícil, não tem condições de jogar (…) Eu adoro jogar no Brasil, adoro estar perto da minha família, do público brasileiro. E hoje eu não consigo jogar bem aqui. Tem o Challenger de Campinas daqui uns meses e eu quero estar apto a jogar em qualquer horário – disse.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/