Outubro Rosa

Objetivo

Cada ano vem aumentando a adesão ao movimento mundial “Outubro Rosa”, que visa chamar atenção, diretamente, para a realidade atual do câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce. Aqui estão reunidas desde as primeiras iniciativas, até as que atualmente manifestam-se no mundo.

O objetivo deste site é divulgar, de modo simples e verdadeiro, todas as contribuições de vários segmentos da sociedade em relação a esta ação mundial, que embeleza com seu tom rosa, nas mais diversas nuances, monumentos e locais históricos, no sentido de nos mostrar, de modo belo e feminino, a importância da luta contra o câncer que mais mata mulheres em todo o mundo.

O importante é, na realidade, focar este sério assunto nos 12 meses do ano, já que a doença é implacável e se faz presente não só no mês de outubro. No entanto, este mês é representativo para a causa, tornando-se especial e destacado dos demais.

Ninguém é dono desta iniciativa. Simplesmente desejamos contar a história como ela é, respeitando aqueles que, muitas vezes de modo anônimo, prestaram a sua homenagem e manifestaram seu acolhimento à causa

 

Mais Informações: http://outubrorosa.org.br

Menopausa X Catarata: o que é preciso saber sobre o tema

As mudanças hormonais provocam nas mulheres grandes alterações no organismo por conta do período conhecido como menopausa. Nesta fase, é importante que seja feito um acompanhamento médico para diagnóstico de problemas que podem ocorrer com a saúde, inclusive oculares.

Um dos especialistas que podem ajudar a mulher na fase da menopausa é o oftalmologista. Isso porque as mudanças hormonais alteram o filme lacrimal, causando síndrome do olho seco, sensibilidade à luz e coceira nos olhos. O acompanhamento médico pode corrigir o problema diagnosticado e minimizar os incômodos sintomas.

Segundo informações publicadas no site da Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa (ABCCR), as chances de a mulher desenvolver a catarata também aumentam durante a menopausa. Isso ocorre porque o organismo interrompe a circulação de estrogênio (hormônio feminino) alterando uma das camadas que formam o cristalino (lente natural do olho), que, por sua vez, precisa deste hormônio para bloquear a produção de uma proteína que causa a catarata. Alguns especialistas prescrevem a reposição hormonal para impedir o desenvolvimento da catarata.

No período da menopausa é preciso estar atenta aos sintomas da catarata, que são:

No início do problema: há perda discreta da qualidade da visão, diminuição da acuidade visual noturna e visão desbotada das cores;

Na progressão da doença: a visão vai ficando mais turva e embaçada, daí atividades que antes eram realizadas de forma rotineira (leitura, assistir à TV ou caminhar) podem ficar mais difíceis por conta do avanço da catarata.

Não é comum o diagnóstico a olho nu e, na fase inicial, pode não ser percebida com facilidade pelos portadores. Somente o oftalmologista poderá solicitar os exames que serão necessários para a confirmação do diagnóstico, assim como indicar o melhor procedimento para o tratamento.

“A menopausa pode até ter como um de seus efeitos o desenvolvimento da catarata em algumas mulheres, porém este não é um fato que mereça grande preocupação, uma vez que é uma doença que tem solução acessível à população”, afirma Leonardo Akaishi, ex-presidente da ABCCR.

A Catarata

É considerada uma doença multifatorial, ou seja, que resulta de diversos fatores que podem ser genéticos ou ambientais. A mais comum é denominada senil, causada pelo envelhecimento do cristalino, que perde a transparência pela idade. Mas existem casos em que a doença é associada a mudanças no metabolismo, provocada por diabetes mellitus e uveíte (inflamação em partes internas do olho), além de tabagismo, alcoolismo, uso de corticoides ou traumas oculares.

Dependendo da causa, a catarata pode se manifestar em um dos olhos apenas. Nos casos em que está relacionada à idade, doenças sistêmicas ou ao  uso de corticoides, aparece nos dois olhos de forma assimétrica, ou seja, pode estar mais avançada em um deles.

Para o tratamento, a única solução é a cirurgia. O método mais usado é a facoemulsificação, que permite a retirada do cristalino opaco e a substituição por uma lente intraocular. O procedimento, que leva aproximadamente 10-12 minutos, é realizado a partir de um pequeno corte com anestesia por colírio ou pomada. A permanência no centro cirúrgico é de aproximadamente duas horas, incluindo o pré-operatório, a cirurgia e a recuperação pós-cirúrgica. Após o procedimento, o paciente recebe alta no mesmo dia.

Cuide da sua saúde ocular! Veja essa e muitas outras matérias em nossa Revista Veja Bem…

Avaliação oftalmológica do recém-nascido

O bebê enxerga desde o nascimento, mas tem uma visão de vultos. Com cerca de seis semanas ele já sorri ao ver o rosto de um adulto e com dois meses ele já é capaz de fixar e seguir objetos com o olhar. A maior parte do processo de desenvolvimento do sistema visual vai ocorrer durante o primeiro ano de vida, mas apenas por volta dos quatro anos de idade a visão para longe será semelhante a de um adulto.

A primeira avaliação oftalmológica é feita nas primeiras horas de vida do bebê, pelo pediatra, ainda da maternidade. Esse primeiro exame é conhecido como teste do olhinho ou teste do reflexo vermelho. Com auxílio de um aparelho com fonte de luz, percebe-se a presença de um “reflexo vermelho”, semelhante ao que vemos em fotografias após o uso do flash. O reflexo dever ser testado simultaneamente nos dois olhos e caso esteja ausente, ou diferente de um olho para outro, uma avaliação oftalmológica completa deve ser realizada prontamente, para o diagnóstico precoce de doenças como a catarata congênita e o retinoblastoma.

Além do teste do reflexo vermelho, a avaliação completa com oftalmologista é fundamental para os recém-nascidos de famílias com histórico de retinoblastoma, casos de doenças de transmissão genética, bebês nascidos prematuros ou com infecções congênitas.

Retinopatia da prematuridade
A retinopatia da prematuridade é uma doença que pode ocorrer na retina dos bebês prematuros e deve ser prontamente diagnosticada, pois a ausência de tratamento adequado pode causar danos irreversíveis ao desenvolvimento visual da criança e até mesmo cegueira.

A retina é o tecido que reveste internamente o globo ocular, e onde estão localizados os fotorreceptores, células altamente especializadas que captam os estímulos luminosos para a formação da imagem no cérebro, daí sua importância.

Os vasos que nutrem a retina crescem do centro do globo ocular em direção à porção periférica da retina, e esse processo só se completa após os nove meses de gestação.

Quando o bebê nasce prematuro, a mudança no fornecimento de oxigênio entre o ambiente intra-uterino e o ambiente externo, pode fazer com que o desenvolvimento dos vasos não ocorra de forma adequada. Em alguns casos, este desequilíbrio no aporte de oxigênio para a retina estimula a formação de vasos anômalos, que podem crescer de forma incorreta, causando a retinopatia da prematuridade.

Com os avanços nos cuidados intensivos nas unidades neonatais e o uso da terapia complementar com oxigênio de forma controlada e monitorizada, diminuímos o risco de desenvolvimento da doença. Além disso, o bebê prematuro deve ser acompanhado com exame oftalmológico periódico, até que a formação dos vasos retinianos esteja completa. Isso ocorre geralmente próximo à data de nascimento prevista para uma gestação de nove meses.

O exame para a avaliação da retina do prematuro deve ser feito após a “dilatação pupilar” com instilação de colírios, e é conhecido como “exame de fundo de olho” ou mapeamento de retina.

Segundo as diretrizes do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Sociedade Brasileira de Oftalmologia e Sociedade Brasileira de Pediatria, o exame deve ser feito em todos os bebês prematuros nascidos com peso igual ou inferior a 1.500 g ou com idade gestacional igual ou inferior a 32 semanas.

Também devem ser examinados bebês que apresentaram síndrome do desconforto respiratório, sepse (infecção neonatal), transfusões sanguíneas, gestação múltipla ou hemorragia intraventricular (hemorragia no sistema nervoso central).

O primeiro exame deve ser feito entre quatro e seis semanas de vida e, se o bebê ainda estiver hospitalizado, a avaliação deve ser feita na unidade neonatal. Após o primeiro exame, será decidida a freqüência das reavaliações e acompanhamento durante todo o primeiro ano de vida.

Retinoblastoma
O retinoblastoma é o tumor maligno primário intra-ocular mais freqüente na população pediátrica. Origina-se da retina e é determinado pela mutação de um gene localizado no cromossomo 13. A maior parte dos diagnósticos ocorre até os três anos de vida.

A tendência natural do tumor é crescer e causar destruição das estruturas intra-oculares. Se não tratada, a doença ultrapassa os limites do globo ocular, invadindo a órbita e o nervo óptico até o sistema nervoso central. Nos casos avançados a doença é fatal.

O principal sinal do retinoblastoma é a leucocoria, ou seja, o reflexo branco da pupila. O oftalmologista faz o diagnóstico da doença por meio do exame de mapeamento da retina (exame de fundo de olho com dilatação da pupila). O tratamento depende do estágio da doença e inclui laser, quimioterapia, radioterapia ou enucleação (retirada do olho) nos casos intra-oculares avançados.

Glaucoma congênito
O glaucoma congênito é uma das principais causas de cegueira na infância. Geralmente é diagnosticado durante o primeiro ano de vida e, na maioria das vezes, é bilateral. Características específicas incluem lacrimejamento, blefaroespasmo (fechamento das pálpebras) e fotofobia (hipersensibilidade à luz) decorrente do edema corneano e manifestada pela criança pelo ato de esconder o rosto da luz.

O diagnóstico diferencial deve incluir outras causas de anormalidade corneanas e lacrimejamento. Além da tonometria, que nos informa sobre o controle da pressão intra-ocular, deve-se utilizar a ultra-sonografia para documentação das modificações do diâmetro ântero-posterior do globo ocular. O crescimento anormal do globo ocular, um sinal indireto da progressão do glaucoma congênito é, geralmente, indicação de tratamento cirúrgico.

Catarata congênita
A catarata congênita é a opacificação do cristalino presente em bebês, geralmente presente desde o nascimento. Geralmente o estímulo luminoso incide na retina e é transmitido ao cérebro para processar imagem. Quando ocorre opacificação do cristalino, a entrada de estímulo luminoso pela retina diminui e, conseqüentemente, a imagem fica borrada. A catarata pode ocorrer em um dos olhos ou em ambos. Nos casos de catarata unilateral, o desenvolvimento da criança pode ocorrer normalmente e o diagnóstico pode apresentar-se retardado.

Catarata congênita pode gerar ambliopia, ou olho preguiçoso, que é o mau desenvolvimento da visão por falta de estímulo luminoso adequado durante a infância. A visão do ser humano se desenvolve até em torno de oito anos de idade. Se durante essa fase da vida a criança não receber estímulo luminoso adequadamente focado, pode gerar dificuldade de visão na idade adulta mesmo com todas as estruturas oculares normais.

A maior parte das cataratas congênitas não tem causa específica. A causa conhecida mais comum é a rubéola congênita. Podem também ser secundárias a outras doenças infecciosas, doenças metabólicas, hereditariedade ou a algumas síndromes.

Em alguns casos, pode haver o sinal de leucocoria, ou seja, pupila branca, que pode ser identificada em fotografias da criança, realizadas com flash. O teste do reflexo vermelho feito pelo pediatra consegue indicar se há boa penetração da luz pela retina. Em casos de suspeita, é importante avaliação com oftalmologista, que realizará um exame com dilatação pupilar para observar todo o cristalino e melhor avaliar se há alguma opacificação e graduá-la. É importante que o diagnóstico de catarata congênita seja feito o mais precocemente possível para indicação cirúrgica imediata em casos necessários.

O tratamento da catarata congênita depende da localização e da intensidade da opacificação cristaliniana. Em casos de pequena opacificação, a visão não é muito afetada. Pode-se somente tomar conduta expectante ou usar colírios que dilatam pupila para permitir maior entrada de luz para a retina. É importante acompanhamento com oftalmologista para avaliar se há necessidade de uso de tampão ou óculos mesmo que não necessite de cirurgia.

Quando a catarata interfere de maneira significativa na visão, há indicação de cirurgia para remoção de catarata. Neste caso, o procedimento deve ser feito o mais precoce possível para minimizar possibilidade de ambliopia. O cristalino apresenta alto poder de refração e a sua remoção indica necessidade de correção adicional. Em casos de bebês, é realizada a remoção cirúrgica do cristalino e posteriormente é promovida a correção pós-operatória de grau (refração), com óculos ou lentes de contato. Em crianças maiores, é possível o implante de lente intra-ocular durante a cirurgia para substituir o cristalino.

O acompanhamento com oftalmologista deve ser rigoroso em casos de diagnóstico de catarata congênita, tanto nos casos que necessitam de cirurgia, como nos casos que só requerem observação, para atualização frequente da refração e evitar ambliopia.

 

Fonte: http://www.fleury.com.br/medicos/educacao-medica/artigos/Pages/avaliacao-oftalmologica-do-recemnascido.aspx

Uso do smartphone em ambiente escuro favorece a cegueira temporária

 Cegueira temporária dura em torno de 15 minutos e não deixa sequela.
Dica é esperar os olhos se adaptarem à luz para mexer no smartphone.

Quando você acorda, costuma dar uma checadinha no celular? E naquela preguiça, usa só um olho e deixa o outro fechado? Pois saiba que um estudo mostrou que essa mania pode provocar cegueira temporária.

O Bem Estar desta quinta-feira (07) convidou dois oftalmologistas para falar sobre doenças da visão como a cegueira temporária e a catarata: Dr. Emerson Castro e Dr. Walton Nosé.

Um estudo publicado pelo periódico “New England Journal of Medicine” indica que pode haver cegueira temporária após a utilização de smartphone em ambiente escuro.

Dr. Emerson explica que quando as pessoas estão dormindo, os olhos estão adaptados ao escuro e quando a gente pega o celular ao acordar, um olho fica um adaptado à luz e o outro ao escuro. O cérebro entende que o olho aberto é “cego” e demora para alcançar o outro quando os dois se abrem e, por isso, acontece a cegueira temporária. Nada mais é que uma demora para o cérebro adaptar os dois olhos à luz.

A cegueira temporária não deixa nenhuma sequela, mas causa um susto e desconforto, então a dica é esperar os dois olhos se adaptarem à luz antes de mexer no smartphone

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/07/uso-do-smartphone-em-ambiente-escuro-favorece-cegueira-temporaria.html

Conheça as principais perguntas e respostas relacionadas ao glaucoma.

1. O que é glaucoma?

Resposta: O glaucoma é uma doença ocular capaz de causar cegueira se não for tratada a tempo, pois 80% dos glaucomas não apresentam sintomas no início da doença. É uma doença crônica que não tem cura, mas, na maioria dos casos pode ser controlada com tratamento adequado e contínuo. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as chances de se evitar a perda da visão.

2. Como faço para saber se tenho glaucoma?

Resposta: Para isto você deve consultar seu oftalmologista regularmente. Durante a consulta, ele fará ou solicitará diversos exames que poderão diagnosticar o glaucoma, tais como: exame do fundo do olho, medida da pressão intra-ocular e exame de campo visual.

3. Todas as pessoas podem ter glaucoma?

Resposta: Sim, qualquer um pode ter glaucoma, mas é mais comum em negros, em parentes de portadores de glaucoma, em idosos, portadores de alta miopia, usuários crônicos de colírios com corticóides, diabéticos.

4. Glaucoma tem cura?

Resposta: O glaucoma não tem cura, mas tem controle. Por isso a importância do rígido cumprimento do tratamento.

5. Qual é o tratamento ideal para o glaucoma

Resposta: O tratamento ideal é aquele que melhor proporciona CONTROLE da doença, ou seja, ausência de progressão. Pode ser feito através de colírios, laser ou cirurgias.

6. O que é tonometria?

Resposta: Tonometria é o nome dado ao exame indolor que mede a pressão de dentro do olho.

7. O que é paquimetria?

Resposta: Paquimetria é a medida da espessura da córnea. É importante porque alterações em sua espessura, ou seja, mais grossa ou mais fina, falseiam o resultado da medida da pressão intra-ocular.

8. O que é CTD – Curva Tensional Diária?

Resposta: A CTD consiste em diversas medidas da pressão intra-ocular em diferentes horas do dia, com o objetivo de avaliar a variação da pressão intra-ocular.

9. O que é teste de sobrecarga hídrica?

Resposta: O teste de sobrecarga hídrica é um exame no qual o paciente ingere grande quantidade de líquidos e, em seguida, mede-se a pressão dentro do olho para ver se a alteração é normal ou não.

10. Qual o intervalo ideal entre consultas para o controle do glaucoma?

Resposta: O acompanhamento deve ser o mais individualizado possível e depende do paciente, da agressividade da doença e da fidelidade do paciente ao tratamento entre diversos outros fatores.

11. Qual é a pressão intra-ocular normal? E a pressão intra-ocular ideal?

Resposta: Estudos demonstram que a pressão intra-ocular normal é entre 10 e 21,5 mmHg, mas sabemos que cada paciente responde diferente a mesmos níveis de pressão. Há pacientes que apresentam glaucoma com pressão baixa e outros com pressão alta. Portanto, cada paciente tem a sua pressão ideal, que deve ser definida por seu oftalmologista.

12. A pressão intra-ocular pode variar no decorrer do dia e precisa ser igual em ambos os olhos?

Resposta: A pressão intra-ocular é geralmente maior de manhã e diminui à tarde. Porém, este ciclo pode mudar de paciente para paciente. A pressão intra-ocular difere pouco nos dois olhos, mas o ideal é que ela esteja dentro dos limites da normalidade em ambos.

13. Como funcionam os medicamentos usados no glaucoma?

Resposta: Os colírios usados no tratamento do glaucoma têm 2 principais mecanismos de ação: ou diminuem a produção ou aumentam a drenagem do líquido que circula dentro do olho, chamado humor aquoso, com a finalidade de baixar a pressão intra-ocular.

14. Glaucoma pode ser tratado com medicamentos genéricos?

Resposta: A medicação anti-glaucomatosa somente deve ser trocada sob orientação medica. Medicamentos genéricos podem ser usados, sempre com orientação médica.

15. A pressão intra-ocular tem relação com a pressão arterial?

Resposta: São duas pressões distintas. A pressão arterial é a existente dentro dos vasos sanguíneos e a pressão intra-ocular é a existente dentro do olho.

16. Existe relação entre a pressão intra-ocular e o uso de hormônios?

Resposta: Sempre que uma droga for iniciada, é importante que informe seu médico, para que a pressão intra-ocular possa ser avaliada.

17. Existe relação entre a pressão intra-ocular e o uso de corticoides?

Resposta: O uso de corticoides sem recomendação médica aumenta a pressão intra-ocular, importante fator de risco para o desenvolvimento dos danos glaucomatosos.

18. Existe relação entre a pressão intra-ocular e o uso de antidepressivos ou anticoncepcionais?

Resposta: Alguns medicamentos usados no mercado rotineiramente podem causar um certo tipo de glaucoma em indivíduos predispostos – por isso, evite a auto-medicação. Consulte sempre seu oftalmologista.

19. Existe relação entre a pressão intra-ocular e o consumo de líquidos, inclusive bebidas alcoólicas?

Resposta: A ingestão rápida de grande quantidade de líquidos pode alterar a pressão intra-ocular temporariamente, porém, a ingestão excessiva de álcool causa severos danos à saúde. Pessoas com desatenção à sua saúde têm pior prognóstico do glaucoma.

20. Fumo e obesidade agravam o glaucoma?

Resposta: Apesar de existirem grandes especulações, não é comprovado que o fumo e a obesidade alteram a evolução do glaucoma. Pessoas com desatenção à sua saúde têm pior prognóstico do glaucoma.

21. Como deve ser a alimentação ideal para o portador de glaucoma?

Resposta: Não há evidências científicas de que alterações na alimentação beneficiem ou prejudiquem o curso da doença.

22. O portador de glaucoma pode praticar qualquer tipo de esporte?

Resposta: Exercícios físicos podem variar a pressão intra-ocular. Alguns tipos de esportes beneficiam o tratamento do glaucoma. Converse sobre esse tema com o seu oftalmologista.

23. Existem exercícios oculares que ajudem a baixar a pressão intra-ocular?

Resposta: Não há evidências de que exercícios oculares melhorem ou piorem o glaucoma.

24. O transplante de córnea cura o glaucoma?

Resposta: Existem diversos tipos de cirurgia para o tratamento do glaucoma. Porém, o transplante de córnea não é indicado para este fim, uma vez que o glaucoma é uma doença que causa danos ao nervo óptico. Transplante de córnea é tratamento para as doenças da córnea.

25. As células tronco podem ser usadas no tratamento do glaucoma?

Resposta: Existem estudos iniciais, mas ainda não há comprovação científica de benefício ou risco desta terapia na prática diária.

26. Os portadores de glaucoma podem ser operados de catarata?

Resposta: Sim, os portadores de glaucoma podem ser operados de catarata, ainda que alguns cuidados especiais sejam observados.

27. Quais são as cirurgias possíveis para curar o glaucoma?

Resposta: As cirurgias para o glaucoma visam impedir a progressão da doença na tentativa de manter a visão, mas não o curam. A mais comum é a trabeculectomia, onde se abre um novo caminho para a drenagem de um líquido, chamado humor aquoso. É possível também a cirurgia a laser e o implante de drenagem. Existe também o implante de um dispositivo valvulado e a ciclodestruição.

28. Posso tratar o glaucoma com homeopatias?

Resposta: Não existem benefícios comprovados do uso da homeopatia no tratamento do glaucoma.

29. A maconha ajuda a baixar a pressão intra-ocular?

Resposta: Os riscos do uso de drogas ilícitas superam os eventuais benefícios.

30. Todo colírio tem efeito colateral? Quais são eles?

Resposta: Há muitos efeitos colaterais, sendo os mais freqüentes: locais – olho vermelho, coceira, irritação, desconforto ocular, ardor; sistêmicos (no corpo) – sonolência, falta de ar, batedeira, arritmias, cálculo renal. Peça orientação ao seu médico sobre os efeitos colaterais dos colírios.

31. Como devo fazer para amenizar os efeitos colaterais dos colírios?

Resposta: Várias são as “manobras” para amenizar os efeitos colaterais dos colírios. Peça orientação ao seu oftalmologista.

32. Existe um tempo determinado para a pessoa portadora de glaucoma perder a visão?

Resposta: O objetivo do tratamento do glaucoma é preservar a visão e qualidade de vida do paciente. A obediência ao tratamento proposto pelo oftalmologista é importante, pois o glaucoma é uma doença que não tem cura, mas tem controle. Seguramente os pacientes que não fazem o tratamento adequado evoluem para a cegueira.

33. Como a grávida portadora de glaucoma deve fazer seu tratamento?

Resposta: A mulher que tem glaucoma deve sempre procurar um oftalmologista quando tiver a intenção de engravidar, para que o oftalmologista possa avaliar a condução de seu tratamento. As mulheres devem comunicar imediatamente ao oftalmologista o início da gravidez.

34. Ficar muito tempo diante do computador, da TV, ler, são atividades que prejudicam o glaucoma?

Resposta: Tanto o computador, quanto a televisão, ler ou mesmo outras atividades que requerem atenção minuciosa não mudam o curso do glaucoma.

35. Todo glaucoma é transmissível de um olho para o outro?

Resposta:O glaucoma ocorre de forma pouco diferenciada de um olho para o outro, sem que haja interferência entre eles. Glaucoma não é uma doença contagiosa.

36. Quem tem glaucoma pode usar lente de contato?

Resposta: As lentes de contato podem ser usadas em portadores de glaucoma sem prejuízo ocular mas, durante a instilação dos colírios, as lentes devem ser retiradas para que os conservantes dos colírios não diminuam sua vida média. Consulte o seu oftalmologista, pois os portadores de glaucoma necessitam de cuidados especiais.

37. Quem tem glaucoma pode fazer cirurgia de miopia?

Resposta: A indicação da cirurgia de miopia em portadores de glaucoma é controversa. Portanto, procure seu oftalmologista se você tem desejo de operar.

38. Qual a idade ideal para começar a fazer os exames preventivos de glaucoma?

Resposta: O glaucoma deve ser prevenido desde o nascimento, especialmente em famílias de portadores de glaucoma. Outros fatores de risco são: idade acima 40 anos, raça negra, usuário crônico de colírios com corticóide, portadores de doenças sistêmicas. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as chances de se evitar a perda da visão.

39. Qual é o prognóstico de visão para a criança portadora de glaucoma

Resposta: Depende do diagnóstico precoce e do tipo de glaucoma. Geralmente quando o glaucoma é tratado precoce e adequadamente, permite visão por toda a vida.

40. O que é escavação?

Resposta: No exame de fundo de olho o médico analisa o estado do nervo óptico. Normalmente existe uma pequena depressão central que recebe o nome de escavação. Quando o glaucoma destrói as células nervosas, a escavação aumenta. Portanto, quanto maior o dano do glaucoma, maior será a escavação. Nem toda escavação aumentada significa glaucoma. Precisa ser avaliada por especialista, pois pode ser congênita

41. A fotofobia é sinal de glaucoma?

Resposta: Fotofobia é a aversão à luz. Pode ser um dos sinais clínicos de glaucoma agudo. É mais freqüente no tipo congênito.

42. A portadora de glaucoma pode tingir os cabelos? E fazer maquiagem definitiva?

Resposta: Não há impedimentos para o uso de tintura de cabelos. Os cuidados de aplicação devem ser obedecidos, de acordo com as instruções nas embalagens do produto. A maquiagem definitiva deve ser feita por pessoa e local idôneos, tomando o cuidado para que não atinjam os olhos.

43. Porque alguns portadores de glaucoma usam apenas 1 colírio e outros usam 2 ou 3?

Resposta: O tratamento deve sempre ser individualizado e cada paciente requer um tipo de tratamento diferente. Por isso, alguns usam um colírio, dois ou mais e outros fazem cirurgias.

44. Como devo tratar meu único filho portador de glaucoma? Os outros filhos também podem vir a desenvolver a doença?

Resposta: A criança portadora de glaucoma necessita de cuidados médicos diferenciados. Tenha conhecimento das limitações proporcionadas pela doença, pois a educação necessária para o seu desenvolvimento deve ser o mais possível, idêntica à das outras crianças. A probabilidade de ter outro filho portador de glaucoma deve ser analisada pelo médico.

45. Quais são os principais prejuízos de não seguir corretamente o tratamento?

Resposta: Existe um grande prejuízo que é a diminuição da função visual que pode terminar até com a cegueira. O paciente que não cumpre o tratamento de forma adequada está se espondo à este risco.

46. Um conselho do médico para o portador de glaucoma

Resposta: É muito importante o diagnóstico precoce, portanto, naquela consulta do óculos para perto, por exemplo, pode ser feito o diagnóstico precoce do glaucoma. O segundo ponto importante é a observação rigorosa do tratamento, lembrando que os colírios podem perder o seu efeito ao longo da vida, então há a necessidade de retornos periódicos para que se saiba se o tratamento está adequado ou não.

Fonte:http://www.cbo.net.br/novo/publico-geral/tudosobreoglaucoma.php